Metildopa: Quais Indicações, Efeitos Colaterais, Contraindicações e Superdosagem

Metildopa é um remédio bastante receitado pelos médicos para o controle da pressão arterial sanguínea. É indicado para adultos e crianças.

Apresentação e Composição

O medicamento tem apresentação em comprimidos revestidos, nas dosagens de 250 mg e 500 mg. É comercializado, em geral, em embalagens contendo 30 unidades da medicação.


Cada comprimido de 250 mg contém 278,40 mg de Metildopa na forma hidratada. Já o comprimido de 500 mg apresenta 556,77 mg da substância, também na forma hidratada.

Além disso, os comprimidos revestidos possuem os excipientes: ácido cítrico, edetato dissódico de cálcico diidratado, povidona, celulose microcristalina, dióxido de silício, croscarmelose sódica, macrogol, estearato de magnésio, dióxido de titânio, hipromelose e corante laca amarelo tartrazina.

Metildopa

Indicações da Metildopa

O medicamento é indicado para pacientes com problemas de elevação da pressão arterial sanguínea. Está indicado para controlar casos de hipertensão leves, moderadas e graves.

Como Age a Medicação?

Metildopa não tem sua ação totalmente conhecida no controle e estabilização dos níveis da pressão arterial. No entanto, a grande maioria dos pacientes em tratamento com esse fármaco, tem a pressão arterial sanguínea normalizada em menos de 2 horas após a administração do medicamento.

Vale ressaltar caso a pressão arterial não seja normalizada em um prazo máximo de 24 horas, a contar do horário da ingestão do remédio, o paciente deve procurar atendimento o mais rápido possível.

Manter a pressão arterial muito elevada pode ocasionar problemas cardiovasculares (como infartos, ataques cardíacos, derrames, etc.), além de poder levar, até mesmo, a pessoa a óbito.

Quais as Contraindicações desse Remédio?

Metildopa é um medicamento que possui poucos casos de contraindicações. Mas como todo medicamento, ele não deve ser usado em algumas situações, como:

  • Pessoas em tratamento com inibidores da monoaminoxidase (MAO);
  • Portadores de doenças graves do fígado, como cirrose ou hepatite aguda;
  • Pessoas com hipersensibilidade a quaisquer um dos componentes da fórmula da medicação.

Como Usar o Medicamento?

A posologia inicial usual de Metildopa  é de 250 mg, 2 ou 3 vezes ao dia, durante os 2 primeiros dias do tratamento. Em seguida, a dosagem pode ser reduzida ou aumentada, de acordo com a resposta do paciente.

Caso o paciente necessite ter a dosagem da medicação alterada (para mais ou para menos), é recomendado que seja feita gradualmente. Em geral, as alterações na dose do paciente são realizada em um intervalo de, aproximadamente, 2 dias – para não haver efeitos colaterais desagradáveis.

O aumento da dosagem de Metildopa deve ser feita até se obter uma resposta satisfatória do paciente ao tratamento.


No entanto, vale saber que a dose diária máxima do fármaco é de 3 g. Além disso, é prudente que dosagens diárias superiores a 500 mg do medicamento sejam associadas a diuréticos, de preferência a  hidroclorotiazida (50 g). O medicamento com ação diurética devem ser tomada junto com uma das doses de Metildopa.

Além disso, é importante saber que é comum que pacientes em tratamento com o medicamento demonstre muita sonolência ou sedação durante os 2 ou 3 primeiros dias com alterações de dosagens. Caso isso venha acontecer, é recomendado que a substância seja aumentada à noite, próximo do horário em que o paciente for se deitar para dormir,

Quais são Efeitos Colaterais?

O medicamento, em geral, é bem tolerado pela maioria dos pacientes e não demonstra efeitos colaterais consideráveis para que seja necessária a interrupção do tratamento. Porém, como ocorre com qualquer tipo de fármaco pode gerar efeitos colaterais.

Efeitos Colaterais Comuns

Dor de cabeça, tontura, sedação (que costuma ser transitória), fraqueza, parestesias, pesadelos, depressão leve, redução da visão, psicoses reversíveis, pressão baixa, aumento de peso, inchaços, náuseas, diarreia, sensação de boca seca, vômitos, impotência sexual masculina, alterações na libido, febre medicamentosa, congestão nasal.

Efeitos Colaterais Raros

Paralisia de Bell (na face), parkinsonismo, insuficiência vascular cerebral, movimentos involuntários, sensibilidade no seio carotídeo (que se localiza na cervical), bradicardia, angina e prisão de ventre.


Ainda pode ocorrer: alterações de plaquetas no sangue (leucopenia, trombocitopenia, eosinofilia), pericardite, miocardite, erupções cutâneas, necrólise epidérmica tóxica, , gases, dor e/ou escurecimento na língua, pancreatite.

Também são efeitos raros: elevação do nitrogênio ureico no sangue, lactação, ginecomastia (aumento de volume da mama em homens), ausência de menstruação, edema articular, mialgia, distensão abdominal, icterícia, hepatite, anemia.

Efeitos Colaterais Muito Raros

Hiperprolactinemia (alterações hormonais).

Armazenamento da Medicação

Metildopa deve ser mantida em locais com temperaturas entre 15 º C e 30 º C. Ainda deve ser armazenada longe da luz solar direta e evitar umidade – para que a medicação não tenha sua eficácia alterada.

Manter o medicamento longe do alcance das crianças, para evitar a ingestão indevida.

Superdosagem com Metildopa

Caso o paciente ingira doses superiores as indicadas, podem ocorrer os sintomas: hipotensão aguda, fraqueza, sedação excessiva,  vertigem, bradicardia, distensão, constipação, diarreia, flatulência, vômito, náuseas.

Nesse caso, o paciente deve ser levado a um serviço de atendimento médico. É possível que seja realizada lavagem gástrica, administração de diuréticos para auxiliar na eliminação da superdose pela urina.


Além disso, se a dose ingerida for muito superior as indicadas, o paciente deverá passar por monitoração cardíaca e das funções cerebrais e do trato urinário.

Vale saber que drogas simpatomiméticas, como é o caso da Metildopa podem ser removidas do organismo por procedimento de diálise.