Torsilax: Para Que Serve e Como Tomar

Torsilax é uma medicação indicada para o tratamento de problemas de reumatismo, como: crises de gota, reumatismo inflamatório-degenerativo, processos pós-traumáticos e pós-cirúrgicos e crises de artrite.

Também está recomendada em casos de osteoartrites, crises de reumatismo nos tecidos, problemas nas articulações, lombalgias, entre outras manifestações.


Além disso, o medicamento ainda costuma ser indicado para auxiliar em tratamento de inflamações decorrentes de infecções.

Apresentação e Composição

Torsilax

Torsilax é apresentado em comprimidos revestidos, comercializado em embalagens que contem 12, 30, 100 e 200 cápsulas. Cada comprimido revestido da medicação contém:

  • Carisoprodol: 125 mg;
  • Diclofenaco sódico: 50 mg;
  • Paracetamol: 300 mg;
  • Cafeína: 30 mg.

Excipientes inativos: amidoglicato de sódio, celulose microcristalina, corante amarelo FD&C n° 6, povidona, dióxido de silício, croscarmelose sódica e estearato de magnésio.

Posologia

A forma de uso de Torsilax deve sempre ser seguida conforme as orientações do seu médico. No entanto, em geral, a posologia recomendada para a medicação é de um comprimido a cada 12 horas ou 1 comprimido a cada 8 horas – no máximo, caso os sintomas da doença sejam muito intensos.

Os comprimidos devem ser ingeridos inteiros, perto das refeições e com a ajuda de líquidos. Não mastigue, parta ou triture as cápsulas de Torsilax.

Já em relação a duração do tratamento com Torsilax não se recomenda ultrapassar 10 dias consecutivos. No entanto, fica a critério do médico decidir sobre a duração do tratamento.

Pessoas de mais idade ou casos problemas de leve intensidade, por exemplo, podem ter a duração do tratamento menor do que 10 dias – enquanto quadros avançados das doenças tratadas pela medicação exijam tratamentos mais prolongados.

Contraindicações

Essa medicação não deve ser utilizada nos seguintes casos, a não ser com indicação médica:

  • Casos de hipersensibilidade a quaisquer um dos componentes da formulação do medicamento;
  • Pessoas com úlcera péptica ativa;
  • Pacientes com diáteses hemorrágicas;
  • Pacientes com trombocitopenia;
  • Pessoas com problemas de coagulação;
  • Pessoas com discrasias sanguíneas;
  • Portadores de insuficiência cardíaca;
  • Pessoas que sofram de porfiria;
  • Pacientes com problemas graves nos rins;
  • Pacientes com problemas graves no fígado;
  • Pessoas que apresente pressão arterial alta grave;
  • Portadores de asma;
  • Pessoas com facilidade de apresentar urticárias;
  • Portadores de rinite aguda provocada pelo uso de medicações anti-inflamatórias do tipo não esteroidais;
  • Pessoas com estejam fazendo uso da substância fenelzina;
  • Pessoas que estejam fazendo uso da substância isocarboxazida;
  • Pessoas que estejam fazendo uso da substância tranilcipromina;
  • Pessoas que estejam fazendo uso de medicamentos que contenham a substância paracetamol;
  • Pessoas com menos de 18 anos de idade.

É importante que a pessoa informe ao médico quando apresenta alguma das condições citadas ou esteja fazendo uso das substâncias relacionadas, para que Torsilax seja receitado de forma segura ao paciente.

Efeitos Colaterais

Torsilax costuma ser uma medicação, em geral, bem tolerada pela maioria dos pacientes. Efeitos colaterais, porém, podem ocorrer com alguns deles.

Entre os efeitos colaterais comuns podem ocorrer: dores de cabeça, aumento das enzimas hepáticas, insônia, tontura, tremores e hemorragia.


Também podem ocorrem úlceras gastrointestinais, indigestão, diarreia, enjoos, vômitos, náuseas e dores abdominais.

Ainda, entre os efeitos colaterais mais observados, estão: constipação, flatulência, pirose, edemas, retenção de líquidos, anemia, rash cutâneo, rinite, anemia, distúrbios de coagulação, broncoespasmo, rinite, zumbido no ouvido, insônia, tonturas.

Já entre os efeitos colaterais raros de ocorrer com o uso de Torsilax:


Efeitos Dermatológicos

  • Dermatite liquenoide;
  • Pustulose exantematosa generalizada aguda;
  • Dermatite de contato;
  • Necrose de pele;
  • Dermatose bolhosa linear;
  • Faceíte necrosante.

Efeitos Cardiovasculares

  • Vasodilatação periférica;
  • Arritmia cardíaca;
  • Angina;
  • Infarto do miocárdio;
  • Palpitações;
  • Risco aumentado para problemas cardiovasculares;
  • Hipotensão ortostática;
  • Síncope cardíaca;
  • Taquiarritmia.

Efeitos Hepato e Gastrointestinais

  • Cirrose hepática;
  • Aumento dos movimentos do cólon;
  • Toxidade hepática em geral;
  • Fibrose hepática;
  • Desenvolvimento de úlceras;
  • Doenças inflamatórias intestinais;
  • Perda de proteínas;
  • Estreitamento dos diafragmas do intestino;
  • Proctite;
  • Esofagite;
  • Enterocolite pseudomembranosa (tipo de inflamação no intestino);
  • Icterícia;
  • Melena.

Efeitos Metabólicos-Endócrinos:

  • Hipoglicemia;
  • Acidose;
  • Hiperglicemia;
  • Redução de testosterona circulante;
  • Distúrbios hidroeletrolíticos;
  • Aumento das globulinas carreadoras de hormônios sexuais;
  • Aumento do hormônio estrona;
  • Aumento da perda de massa óssea;
  • Rabdomiólise;
  • Hipotermia.

Efeitos Hematológicos

  • Meta-hemoglobinemia;
  • Porfiria aguda intermitente;
  • Coagulação intravascular disseminada.

Efeitos Genito-Reprodutivos

  • Presença de dores, cistos e nódulos nas mamas; Aumento das taxas de gestações múltipla;
  • Redução das taxas de concepção.

Efeitos Imunológicos

  • Reação de sensibilidade cruzada (hipersensibilidade);
  • Anafilaxia;
  • Reações de hipersensibilidade imune, como: quadriplegia, ataxia, tonturas, confusão mental, diplopia, edemas angioneuróticos (crises repetidas de edema não inflamatórios), choque anafilático e desorientação.

Efeitos Infecciosos

  • Sepse.

Efeitos Neurológicos

  • Aumento da vigília;
  • Hemorragia cerebral;
  • S- índrome de abstinência;
  • Redução da capacidade cognitiva;
  • Alucinações;
  • Psicose;
  • Amnésia;
  • Acidente vascular cerebral;
  • Encefalite;
  • Parestesia;
  • Mioclonia.

Efeitos Musculoesqueléticos

  • Paralisia muscular;
  • Dorsalgia crônica;
  • Destruição acetabula;
  • Fasciculações.

Efeitos Otorrinolaringológicos

  • Alterações na voz do timbre de voz.

Efeitos Oftalmológicos

  • Infiltrado de córnea;
  • Retinopatia;
  • Conjuntivite;
  • Visão borrada.

Efeitos Respiratórios

  • Hiperventilação;
  • Dispneia;
  • Edema agudo de pulmões;
  • Taquipneia;
  • Pneumonite.

Efeitos Renais

  • Síndrome nefrótica;
  • Insuficiência renal aguda;
  • Necrose papilar;
  • Toxidade renal;
  • Disúria;
  • Cistite;
  • Nefrite intersticial;
  • Hematúria;
  • Poliúria;
  • Oligúria;
  • Proteinúria;
  • Angioedema.

Superdosagem de Torsilax

Ingerir doses muito acima das recomendadas de Torsilax podem trazer graves consequências para o paciente, como: agitação motora involuntária, convulsões, incapacidade respiratória, desmaios e problemas nos rins e no fígado.


Em casos se superdosagem, o paciente deve ser levado imediatamente para um serviço de atendimento médico. No caso de impossibilidade de locomoção, entrar em contato imediatamente com o SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) – cujo telefone é 192 para todo o país.

A ligação é gratuita e pode ser realizada de qualquer aparelho de telefone.

IMPORTANTE: Esse conteúdo é apenas para fins educacionais e não substitui de forma alguma a orientação de um médico. Consulte sempre um médico.