Insuficiência Cardíaca – O Que é, causa, Tratamento

Hoje aprenderemos sobre Insuficiência Cardíaca, doença essa que segundo pesquisa da Sociedade Brasileira de Cardiologia (sbc)  acarreta maior índice de internações em ambientes hospitalares do país.

As doenças cardiovasculares são as principais causas de mortalidade no Brasil e no mundo e a Insuficiência Cardíaca entra nessa estatística.


O Que é Insuficiência Cardíaca?

Insuficiência Cardíaca

É uma doença que causa a falta de bombeamento do sangue para o corpo, não suprindo assim as necessidades que o corpo precisa, como oxigênio e nutrientes.

A Insuficiência Cardíaca é dividida normalmente em duas partes:

  • Insuficiência Cardíaca Sistólica: É a falta de bombeamento cardíaco, neste caso o músculo não consegue fazer sua função de bombear o fluxo sanguíneo para fora do coração.
  • Insuficiência Cardíaca Diastólica: Ocorre quando os músculos cardíacos não conseguem encher de sangue adequadamente devido sua rigidez.

Porém podemos classificá-las como de outras maneiras:

  • Insuficiência Cardíaca Crônica: aquela que se desenvolve com o passar dos anos devido a doenças como hipertensão arterial (pressão alta).
  • Insuficiência Cardíaca Aguda: aquela que surge repentinamente devido a complicações na parte cardíaca como arritmias graves, hemorragias e infartos.
  • Insuficiência Cardíaca Congestiva: neste caso ocorre o acúmulo de líquidos dentre os pulmões, devido o coração não conseguir realizar suas funções habituais de bombear sangue.
  • Insuficiência Cardíaca Descompensada: aquela aprece em pacientes que já fazem tratamento da doença, porém não seguem à risca, tendo assim crises durante esse período. Nesses casos é necessário, por muitas vezes a internação para realizar o controle dos sintomas.

Para entender melhor esse problema de saúde pública, observamos na pesquisa publicada pela Sociedade Brasileira de Insuficiência Cardíaca, que cerca de 1 a cada 5 pessoas terá a doença durante a vida.

Esses dados indicam 20% da população. Dados preocupantes que mostram a evolução e crescimento da doença no país.

Causas e Fatores de Risco

É uma doença secundária, que aparece após a incidência de outras doenças que prejudicam a musculatura cardíaca. Dentre as doenças prévias que podem provocar a Insuficiência Cardíaca estão:


  • Diabetes (taxas altas de glicemia na corrente sanguínea);
  • Hipertensão arterial (pressão alta);
  • Doença de chagas (conhecida como a doença do barbeiro);
  • Miocardite (infecção da musculatura cardíaca);
  • Tireoide (taxas altas ou baixas de liberação de hormônio no corpo;)
  • HIV/AIDS;
  • Arritmia cardíaca (alteração nos batimentos cardíacos);
  • Defeitos cardíacos congênitos;
  • Doenças pulmonares (associados ao pulmão).

Porem, além dessas doenças, alguns hábitos também podem influenciar na incidência da doença, como bebidas alcoólicas e uso de substâncias químicas como drogas.

Sintomas

Pessoas que se enquadram nas doenças prévias devem observar alguns sinais importantes para que se possa identificar e procurar ajuda.

Os sintomas dependem da área atingida da musculatura do coração, na maioria das vezes e uma evolução lenta e progressiva. Os principais sintomas são:

  • Dificuldades em esforços, tais como subir escadas;
  • Tosse;
  • Falta de ar;
  • Inchaço nas mãos e pés;
  • Acumulo de líquido na região abdominal;
  • Sensação de peso nas penas.

Uma imagem que se tem ao se pensar em Insuficiência Cardíaca, é  de um paciente com desconforto respiratório não conseguindo deitar de forma reta ou mesmo com apoio de um travesseiro na cama, cansaço e inchaços nos pés.

Como é Realizado o Diagnóstico?

Para que se tenha um diagnóstico específico de Insuficiência Cardíaca, é necessário consulta médica, que realizará alguns exames para a verificação, caso seja um médico clínico ele irá te encaminhar para um cardiologista.

A confirmação na maioria das vezes e realizada através de um exame radiológico simples que pode mostrar um coração dilatado. Exames mais específico neste caso seria a realização de:

  • Ecocardiograma: exame esse que verifica as estruturas cardíacas e o grau de seu funcionamento atual, seria uma espécie de ultrassom do seu coração.
  • Eletrocardiograma (ECG): verifica as atividades elétricas do coração e seu ritmo;
  • Cineangiocoronariografia: possibilita a visualização de possíveis placas de gordura, possibilitando tratamento de algumas doenças pré-existentes como obstruções coronarianas.

Tratamento

Cerca de 50% das pessoas que tem o diagnóstico de Insuficiência Cardíaca morrem após 5 anos. É uma taxa muito elevada de mortes após o diagnóstico da doença.


A partir desses dados observamos a necessidade de melhorar o tratamento e acompanhamento com esses pacientes, para que possam ter uma qualidade de vida melhor.

Atualmente, o objetivo do tratamento é atuar no bloqueio e atenuação dos sintomas da doença. O tratamento também visa evitar a descompensação da doença, que nesses casos tem uma evolução rápida e um desconforto enorme ao paciente, necessitando assim de atendimento médico especializado rápido e emergencial.

Para que se trate a Insuficiência Cardíaca, paciente e seus familiares têm que se empenhar em seguir o tratamento para que eventuais crises não venham a acontecer. Um dos meios de medicação seria:

  • Medicamentos diuréticos;
  • Betabloqueadores com eficácia comprova anti-antiarrítimicas: bisoprolol, carvedilol, nebivolol, succinato de metoprolol;
  • Inibidores do sistema renina-angiotensina, aldosteron que tem a função de regular a pressão arterial e homeostase eletrolítica, medicações como: quinapril, captopril, enalapril, perindopril.

Já outros medicamentos podem aliviar os sintomas nos casos mais graves da doença, como medicações que aumentam a força da musculatura cardíaca.

Há também, a necessidade de mudança de hábitos alimentares e de vida, sendo recomendável que se evite o sal, alimentos gordurosos.


Aconselha se a prática de atividades físicas. Em casos muito extremos é necessário o transplante de coração.

Por mais que você se sinta bem, faça um Check-up  uma vez por ano.  Exames regulares ajudam seu médico acompanhar sua saúde e identificar alguma ameaça de doença, colocando você no caminho do tratamento.