Demência – O Que é, Causas, Fatores de Risco, Sintomas e Tratamento

Demência é uma condição que afeta principalmente as pessoas com idade mais avançada, sendo muitas vezes confundida com a doença de Alzheimer.

Para saber todos os detalhes sobre assunto, confira nosso artigo.


Causas e Tipos de Demência

Demência

As causas da Demência variam de acordo com os tipos de doenças ou alterações que provocam essa condição na pessoa. Vejamos cada uma delas.

Demência de Origem Degenerativa

Esses tipos de Demência estão relacionados a doenças e determinadas degenerações ocorridas na estrutura cerebral, que são:

  • Demência classificada como vascular, que é consequência de pequenos AVCs (acidente vascular cerebral);
  • Demência ocorrida em virtude de uma degeneração que afeta o lóbulo frontal do cérebro, podendo chegar também ao lóbulo temporal;
  • Demência provocada pela doença de Alzheimer;
  • Demência que acompanha corpos de Lewy (agregados anormais de proteínas que vão se desenvolvendo na parte interna das células nervosas). Esse tipo de Demência apresenta sintomas muito semelhantes àquela provocada pelo Alzheimer.

Demências Passíveis de Reversão

Essas demências, pelo fato de terem causas reversíveis, podem ser curadas mediante tratamento prolongado. Elas são causadas por:

  • Redução significativa dos níveis de vitamina B12;
  • Presença de tumores cerebrais;
  • Abuso constante de bebidas alcoólicas;
  • Alterações metabólicas quanto aos índices de cálcio, açúcar ou sódio na corrente sanguínea;
  • Uso constante de certos tipos de medicamentos, sobretudo alguns utilizados no tratamento do colesterol;
  • Hidrocefalia normotensiva (um tipo de doença neurológica).

Outros Tipos de Demências

Além das demências mencionadas, há outros tipos que estão associados às seguintes causas:

  • Esclerose múltipla;
  • Doença de Parkinson;
  • Traumatismo craniano;
  • Doença de Pick (problema neurodegenerativo provocado pelo excesso de proteína tau nos neurônios, que são classificados como corpos de Pick);
  • Doença de Huntington (problema hereditário no qual as células nervosas do cérebro começam a se romper ao longo do tempo);
  • Doença de Creutzfeldt-Jakob (doença cerebral degenerativa);
  • Infecções que podem prejudicar o cérebro, tais como doença de Lyme (transmitida por carrapatos e provocada por uma bactéria chamada de Borrelia burgdorferi) e HIV;
  • Paralisia supranuclear progressiva.

Fatores de Risco da Demência

Os fatores de risco da Demência infelizmente não podem ser prevenidos, já que eles estão vinculados a situações impossíveis de serem alteradas. Vejamos quais são eles.

Histórico Familiar

Embora não seja regra que todas as pessoas com histórico familiar de Demência venham a desenvolver essa condição, esse fator aumenta os riscos devido às questões genéticas que podem exercer forte influência.

Síndrome de Down

Quando as pessoas com síndrome de Down chegam à meia idade, é maior o risco de desenvolver sintomas relacionados à Demência ou até mesmo à própria Demência.

Idade

Principalmente depois dos 65 anos, conforme a idade avança, os riscos de Demência começam a aumentar significativamente. Entretanto, vale frisar que, contrário ao que muitos pensam, esse problema também pode afetar indivíduos mais jovens.


Outros Fatores

Quanto aos fatores de risco mencionados a seguir, eles felizmente podem ser prevenidos por meio de tratamentos médicos e mudanças de hábito. Vejamos quais são.

  •  Fumar;
  • Pressão alta;
  •  Altos níveis de colesterol;
  • Abuso frequente de bebidas alcoólicas;
  • Quadros depressivos;
  • Aumento dos níveis de estrogênio (hormônio feminino);
  • Alteração nos níveis de aminoácido existente no sangue (hemocisteína);
  • Excesso de peso;
  • Aterosclerose (enrijecimento das artérias provocado pelo acúmulo de colesterol, gorduras e demais substâncias).

Sintomas da Demência

Com relação aos sintomas da Demência, eles variam de pessoa para pessoa. No entanto, os mais comuns são:

  • Dificuldades e perda de memória;
  • Dificuldades de orientação (o paciente começa a se perder);
  • Dificuldades em realizar tarefas de maior complexidade;
  • Problemas de comunicação;
  • Alterações comportamentais (que podem ser confundidas com mudanças de personalidade);
  • Incapacidade de estabelecer raciocínios lógicos;
  • Dificuldades ao realizar atividades que exijam organização e planejamento;
  • Agitação;
  • Alucinações;
  • Paranoia;
  • Problemas de coordenação motora.

Como o Diagnóstico é Feito?

Para diagnosticar a Demência, além de um detalhado exame clínico, o médico pedirá uma série de exames com a finalidade de confirmar a suspeita de diagnóstico e descartar outras hipóteses de doenças ou problemas. Entre os tipos de exames mais solicitados nesses casos, estão:

  • Exames laboratoriais;
  • Avaliação psiquiátrica;
  • Avaliação neurológica;
  • Varreduras no cérebro;
  • Exames cognitivos;
  • Exames neuropsicológicos.

Existe Tratamento Para a Demência?

Infelizmente não. Quando a Demência é diagnosticada e as causas são irreversíveis, o tratamento consiste em aliviar os sintomas e buscar oferecer ao paciente o máximo de qualidade de vida possível.

Entretanto, com o tempo, o quadro vai apresentando piora e a expectativa de vida pode ser reduzida.


O tratamento envolve uso de medicamentos prescritos de acordo com as causas da Demência e constante acompanhamento psiquiátrico do paciente, sobretudo à medida que os sintomas mais graves começam a ocorrer.

A Importância do Acompanhamento Médico

Para amenizar todo sofrimento acarretado pela Demência, é fundamental contar com constante acompanhamento do médico responsável pelo tratamento e, em alguns casos, ter um cuidador que possa acompanhar o paciente todo o tempo possível nos períodos nos quais os sintomas são mais intensos.

Para diagnosticar e tratar a Demência, é necessário procurar por médicos especialistas nessa área, geralmente neurologistas e geriatras.

Ações Que Ajudam no Controle do Problema

Para melhorar a qualidade de vida do paciente, algumas ações são de grande ajuda como forma complementar do tratamento. Essas ações são:

– Incentivar a prática de exercícios físicos e demais atividades que sejam benéficas para a força, flexibilidade e resistência corporal.

Tais atividades também ajudam no desempenho do cérebro, melhorando a liberação de substâncias essenciais para a sensação de bem-estar.

– Melhorar a comunicação visual com o paciente e adotar uma linguagem de fácil compreensão no dia a dia, lembrando das dificuldades de comunicação que podem aparecer.

– Consultar um nutricionista para que seja prescrita uma dieta rica em vitaminas, minerais e demais substâncias capazes de ajudar no desempenho das funções cerebrais e também numa maior resistência física.

– Nunca deixar o paciente sozinho em casa ou na rua, já que o risco de ele se machucar ou se perder é bastante elevado.


Depois de entender a Demência, compartilhe esse conteúdo com pessoas da sua família e amigos para que elas também fiquem por dentro desse assunto.

Por mais que você se sinta bem, faça um Check-up  uma vez por ano.  Exames regulares ajudam seu médico acompanhar sua saúde e identificar alguma ameaça de doença, colocando você no caminho do tratamento.