Alois – Bula, O Que é, Indicações e Contraindicações

O Alois, disponibilizado em formato de comprimido revestido, tem como princípio ativo o cloridrato de memantina. Trata-se de um dos medicamentos mais indicados para o tratamento de uma das doenças que mais tem assustado as pessoas nos últimos anos. Para saber todos os detalhes sobre esse remédio, confira nosso artigo.

Para Que o Alois é Indicado?

Alois

O Alois é recomendado para tratar pacientes que sofrem de Alzheimer nos níveis moderados a graves. É importante relembrar que o Mal de Alzheimer consiste numa doença progressiva que provoca a destruição da memória e de outras funções mentais importantes.


Infelizmente, até o momento, essa doença não tem cura, sendo possível operar somente na contenção dos sintomas e consequências do problema.

Paralelo ao uso de Alois ou demais medicamentos, na maioria das vezes é necessário que os pacientes recorram a tratamentos complementares que estimulem as atividades cerebrais e atenuem os efeitos do Alzheimer.

Qual a Ação Esperada Desse Medicamento?

O Alois atua na melhora da transmissão dos sinais nervosos do cérebro, contribuindo também para as funções ligadas à memória.

O princípio ativo desse medicamento atua justamente nos receptores do tipo N-metil-D-aspartato (NMDA), que estão envolvidos na transmissão dos sinais nervosos em regiões do cérebro relacionadas com a memória e capacidade de aprendizagem.

Composição da Fórmula

Cada comprimido de Alois apresenta a seguinte composição:

– Cloridrato de memantina (princípio ativo);
– Excipientes (estearato de magnésio, lactose, celulose microcristalina, dióxido de titânio, fosfato de cálcio tribásico, macrogol, hipromelose + macrogol e croscarmelose sódica).

Contraindicações do Alois

Por mais que o Alois desempenhe um papel de extrema importância no tratamento do Alzheimer, esse medicamento não deve ser utilizado em diversas situações. Vejamos quais são.

– Pacientes que apresentam hipersensibilidade a qualquer uma das substâncias contidas nesse medicamento. Isso inclui o princípio ativo e também os excipientes;

– Grávidas;

– Lactantes (mulheres que estão amamentando).

Precauções e Advertências Gerais

Antes de usar o Alois, além de considerar as contraindicações, é preciso observar diversas precauções e advertências gerais quanto a esse medicamento.

Caso o paciente se enquadre em algumas das situações mencionadas abaixo, é obrigatório conversar com o médico antes de iniciar o tratamento com Alois:

– Ocorrência de crises de epilepsia (doença que provoca perturbação da atividade das células nervosas no cérebro, que na maioria das vezes acarreta convulsões);

– Ocorrência atual ou anterior de ataque cardíaco (infarto do miocárdio);

– Quadros de comprometimento cardíaco congestivo;

– Quadros de hipertensão não controlados.

Quando o funcionamento dos rins apresentar comprometimento, é necessário que o médico monitore constantemente as funções renais, realizando ajustes na dosagem do medicamento sempre que necessário.

A utilização do Alois deve ser evitada caso o paciente esteja ingerindo um ou mais dos seguintes medicamentos:

– Dextrometorfano (serve para tratar a tosse);
– Quetamina (funciona como anestésico);
– Amantadina (age no tratamento da doença de Parkinson).

Além dos medicamentos mencionados acima, a administração do Alois com remédios que atuam como antagonistas de NMDA deve ser evitada.

Pelo fato de o Alois provocar alterações na capacidade de reação do cérebro, quem utiliza esse remédio geralmente não pode conduzir veículos ou operar máquinas, a não ser que essas atividades sejam autorizadas pelo médico responsável pelo tratamento.


Conforme mencionado na composição, esse medicamento possui lactose. Logo, pacientes que apresentam problemas de intolerância a essa substância não devem fazer uso do Alois.

É necessário conversar com o médico para que sejam avaliadas outras opções medicamentosas de tratamentos utilizando remédios que não contenham lactose.

Interações Medicamentosas

Com relação às interações do Alois com outros medicamentos, é necessário que todos os medicamentos abaixo sejam analisados pelo médico antes de iniciar o tratamento.

Muitas vezes é necessário adequações de dosagem ou substituição de algum medicamento. Pacientes que fazem uso dos remédios mencionados abaixo devem obrigatoriamente informar ao médico, já que eles precisam ser analisados com total atenção:

– Amantadina;
– Quetamina;
– Dextrometorfano;
– Dantroleno;
– Baclofeno;
Cimetidina;
– Ranitidina;
– Quinidina;
– Procainamida;
– Quinina;
– Nicotina;
– Hidroclorotiazida (ou qualquer outro tipo de combinação com hidroclorotiazida);
– Anticonvulsivantes (reduzem os efeitos das convulsões);
– Anticoagulantes orais;
– Barbitúricos (induzem o sono);
– Neurolépticos (são usados para tratar esquizofrenia e agem também como estabilizadores do humor);
– Agonistas dopaminérgicos (tais como L-dopa e bromocriptina);
– Anticolinérgicos (tratam perturbações do movimento ou cólicas de intestino).

Efeitos Colaterais do Alois

Com relação aos efeitos colaterais apresentados pelo Alois, as reações variam de intensidade e também de frequência.

Enquanto algumas delas são mais comuns, ou seja, afetam uma parcela maior de pessoas, outras são mais raras e dificilmente identificadas nos pacientes. Vejamos os detalhes dessas possíveis reações.

Reações Comuns (afetam de 1% a 10% dos pacientes) Que Usam Esse Medicamento

– Sonolência excessiva;
– Dor de cabeça;
– Vertigem (tontura);
– Prisão de ventre;
– Falta de ar;
– Problemas relacionados ao equilíbrio físico;
– Aumento da pressão arterial;
– Alterações no fígado (que podem ser provocadas por uma hipersensibilidade do organismo às substâncias contidas no medicamento).

Reações Incomuns (afetam de 0,1% a 1% dos pacientes) Que Usam Esse Medicamento

– Cansaço excessivo;
– Falência cardíaca;
– Infecções provocadas por fungos;
– Vômitos;
– Confusão mental;
– Alucinações;
– Alterações na forma de caminhar;
– Quadros de tromboembolia e trombose).

Reações Muito Raras (afetam menos de 0,01% dos pacientes) Que Fazem Uso Desse Medicamento

– Convulsões.


Reações desconhecidas (são aquelas que, embora ocorram, não podem ser estimadas com base nos dados disponíveis)

– Inflamação no pâncreas (pancreatite);
– Inflamação no fígado (hepatite);
– Reações psicóticas (alucinações, perturbações mentais etc.);
– Quadros depressivos (reação associada ao Alzheimer);
– Pensamentos suicidas (reação associada ao Alzheimer).

Ao notar um ou mais dos possíveis efeitos colaterais mencionados, sobretudo aqueles mais graves e incômodos, é necessário informar ao médico, o mais rápido possível, para que sejam feitas adequações no tratamento ou substituição desse medicamento.

Dosagem Ideal de Alois

Somente o médico responsável pelo tratamento poderá prescrever a dosagem ideal de Alois de acordo com as condições de cada paciente e nível de comprometimento cerebral gerado pelo Alzheimer.

Quadro Clínico Geral do Paciente

Antes de prescrever o Alois é essencial que o médico considere todos os detalhes do quadro clínico do paciente, tais como existência de outras doenças além do Alzheimer e uso de medicamentos.

Todos esses fatores devem ser considerados para chegar ao tratamento mais adequado, que alivie as principais consequências do Alzheimer.


Depois de conhecer sobre o Alois, converse com seu médico e verifique as possibilidades oferecidas por esse medicamento em comparação com outros remédios disponibilizados para tratamento do Alzheimer.

Para que os medicamentos possam ser comercializados, eles devem ser registrados na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Em casos de dúvida, verifique no portal da Agência em “Consulta de Produtos”, pois pode ser um medicamento irregular ou falsificado.

IMPORTANTE: Esse conteúdo é apenas para fins educacionais e não substitui de forma alguma a orientação de um médico. Consulte sempre um médico.